Orcamento InterRail Pexels

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Apesar de o InterRail ser conhecido como uma maneira mais barata de se viajar pela Europa, é importante fazer contas antes de partir. Isto porque as decisões que têm de ser tomadas devem ter em conta o dinheiro que se pretende/pode gastar. Assim sendo, acho que é útil fazer um orçamento antes da partida.

Existem seis pontos a considerar quando se faz um orçamento: 1) o preço do passe (mais reservas e bilhetes de avião, se for o caso), 2) outros transportes, nas cidades, 3) alojamento, 4) refeições, 5) museus e pontos de interesse e, claro, 6) lembranças. Para além disso, e como homem prevenido vale por dois, convém ter também alguma quantia guardada para imprevistos que possam surgir pelo caminho. Vou falar de cada um deles em mais detalhe.

1. Passe InterRail + reservas + bilhetes de avião

O preço do passe InterRail depende sempre do tempo que se pretende viajar e da idade que se tenha. Se o dinheiro for mais curto, talvez seja melhor fazer uma viagem também mais curta. Como disse anteriormente, em alguns comboios é necessário que se faça reserva, que pode ter uma taxa extra associada. É possível evitar comboios com reserva, mas é importante lembrar que os comboios nocturnos (os quais exigem quase sempre o pagamento de uma taxa) permitem poupar bastante tempo, assim como uma noite num alojamento.

Apesar de já existirem alguns voos baratos, nem todos podem gastar esse dinheiro extra. A única opção, nesse caso, será apanhar o comboio para Espanha. Percorrer Espanha faz perder alguns dias do passe, por isso talvez seja boa ideia visitar o país vizinho, para não serem apenas dias perdidos a caminho de França.

2. Outros transportes

Acredito que a melhor forma de conhecer uma cidade é ir percorrendo as suas ruas, os seus becos, os seus recantos. No entanto, nem todos os locais são ideais para caminhadas, e existem zonas cujo acesso é mais fácil e rápido de transporte. Em certas cidades é possível comprar cartões de 24h, 48h ou 72h que dão acesso ilimitado a todos os transportes públicos. Alguns desses cartões incluem também os principais museus e atracções. Os pontos de turismo e as redes de transporte têm informação sobre eles. É uma questão de fazer as contas, e ver o que compensa mais. Em qualquer dos casos, para poupar dinheiro, deve-se sempre tentar evitar a utilização de táxis.

3. Alojamento

Em relação ao alojamento, existem opções mais baratas do que outras, e cabe a cada um decidir o que é melhor para si. Apesar disso, penso que a localização é um dos aspectos importantes na escolha do local para dormir, mesmo que os preços por noite sejam um pouco mais caros. Isto porque, em muitos casos, a centralidade faz com que não se tenha que gastar dinheiro em transportes, sendo todo o percurso de descoberta da cidade feito a pé.

4. Refeições

Comida. Uma despesa incontornável. E é importante comer de forma equilibrada, mesmo quando se viaja. Também considero imprescindível provar a comida regional e os pratos típicos de cada zona por onde se passa. Assim, algum dinheiro terá sempre que ser para restaurantes, mas existem outras opções a considerar. Normalmente os hostels possuem cozinha, onde se podem preparar refeições. Os hiper, super e mini mercados são uma das opções mais baratas para se comprar mantimentos, e alguns possuem secções de refeições prontas a levar e comer. Escolher um alojamento com pequeno-almoço incluído por vezes não compensa, embora na maior parte dos casos seja uma boa opção.

5. Museus

Relativamente a museus e pontos de interesse, os cartões de 24h, 48h ou 72h, que algumas cidades oferecem, costumam compensar bastante. É também importante verificar que descontos existem (EYCA, ISIC, venda online, entre outros), e se há dias da semana em que as entradas são gratuitas.

6. Lembranças

Não, não é viável trazer lembranças para toda a gente. Caso tenha mesmo de se trazer lembranças, aconselho que se escolha um grupo restrito de pessoas. Não apenas pelo dinheiro, mas também pelo espaço que é necessário ter na mala.

Extra: Imprevistos

É importante ter uma margem confortável para imprevistos que por vezes acontecem. Tendo em conta todos estes pontos, pode-se estabelecer um valor diário que se pensa gastar, e acrescentar um extra relativamente a esse valor. Caso contrário, o mais provável é nem se conseguir aproveitar a viagem porque se está sempre a pensar no dinheiro…

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